Sudeste lidera diagnósticos de câncer de tireoide; mulheres concentram mais de 80% dos casos

Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que o estado de São Paulo responde por cerca de 36% dos novos casos registrados nacionalmente

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Nando Medeiros
· 2 minutos de leitura
Sudeste lidera diagnósticos de câncer de tireoide; mulheres concentram mais de 80% dos casos

Levantamento do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indica que a região Sudeste registra a maior parcela dos casos de câncer de tireoide no país, com o estado de São Paulo respondendo por cerca de 36% dos novos diagnósticos. No Brasil, a estimativa é de aproximadamente 16.450 casos ao ano, dos quais 13.310 ocorrem em mulheres e 3.140 em homens.

Sudeste concentra maior número de casos de câncer de tireoide no Brasil

O Câncer de tireoide está entre os tumores mais frequentes no país, com maior concentração de diagnósticos na região Sudeste. Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que o estado de São Paulo responde por cerca de 36% dos novos casos registrados nacionalmente.

A estimativa é de aproximadamente 16.450 novos diagnósticos por ano no Brasil, sendo a maioria em mulheres. Segundo o oncologista Dr. Carlos Fruet, esse número mais elevado no público feminino também está relacionado ao maior acompanhamento de saúde. “Elas realizam mais consultas e exames de rotina, o que aumenta a chance de detectar nódulos e outras alterações na tireoide. Isso ajuda a explicar parte dessa diferença significativa na incidência do tumor entre homens e mulheres”, afirma o especialista.

Considerado o quinto tumor mais incidente entre brasileiras, o câncer de tireoide também está associado a fatores hormonais. “Durante a vida, as mulheres passam por mudanças hormonais importantes, como puberdade, gestação e menopausa, que podem influenciar no funcionamento da tireoide e aumentar a atenção para possíveis alterações na glândula”, explica o médico.

Apesar do alto número de casos, a doença costuma apresentar bom prognóstico quando identificada precocemente. “É uma neoplasia relativamente comum, principalmente entre mulheres, mas que geralmente apresenta crescimento lento e altas taxas de cura quando diagnosticado e acompanhado adequadamente”, completa o oncologista.

Sintomas e quando procurar avaliação

Na fase inicial, o câncer de tireoide geralmente não apresenta sintomas, sendo muitas vezes identificado em exames de rotina. “Muitos casos acabam sendo identificados durante exames de rotina ou quando o paciente percebe um nódulo na região do pescoço”, destaca o especialista.

Quando presentes, os sinais mais comuns incluem:

  • nódulos ou inchaço na parte anterior do pescoço;
  • dificuldade para engolir;
  • rouquidão persistente;
  • tosse ou sensação de pressão na garganta.

Esses sintomas não indicam necessariamente câncer, já que alterações benignas também podem afetar a tireoide.

Diagnóstico e fatores de risco

A confirmação do diagnóstico depende de avaliação médica e exames específicos. “A investigação adequada é fundamental para chegar ao diagnóstico correto. O mais indicado é iniciar com exames de imagem, como a ultrassonografia, seguidos de punção aspirativa para análise das células quando necessário”, explica o médico.

Entre os fatores de risco estão histórico familiar, exposição à radiação na região da cabeça e pescoço, principalmente na infância, e dietas com baixo consumo de iodo.

“Qualquer alteração deve ser avaliada por um especialista. A investigação adequada é essencial para definir o diagnóstico e garantir o tratamento mais adequado para cada paciente”, finaliza o oncologista.