O governo de São Paulo iniciou uma série de exonerações de policiais e auxiliares que haviam sido nomeados pelo ex-secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite (PP).
A medida, que começou a ser publicada no Diário Oficial do Estado, foi atribuída a um rompimento político entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Derrite ocorrido no fim de 2025. Derrite deixou a Secretaria de Segurança em 1º de dezembro e retornou à Câmara dos Deputados; ele é pré-candidato ao Senado nas eleições deste ano. Entre as demissões divulgadas está a do coronel Cássio Araújo de Freitas, atualmente na reserva, que vinha ocupando o cargo de chefe de gabinete da Secretaria de Segurança.
Fontes indicaram que também estão previstas mudanças nos comandos da Polícia Civil e da Polícia Militar. Reportagem apontou que o movimento de afastamento dos nomes ligados a Derrite teria sido pedido pelo governador ao coronel Henguel Ricardo Pereira, que assumiu a secretaria-executiva da pasta em 2 de fevereiro.
A gestão estadual também já havia exonerado a diretora da Academia de Polícia, Márcia Heloísa Mendonça Ruiz, em desdobramentos da crise provocada pela nomeação de uma delegada apontada como supostamente ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A nova diretora, Fernanda Herbella, tomou posse em 30 de janeiro. A troca de quadros ocorre em meio à expectativa pela disputa eleitoral deste ano e a críticas internas do partido de Derrite sobre a corrida ao governo, circunstância que, segundo auxiliares do Palácio, contribuiu para a decisão de promover a substituição de aliados do ex-secretário.