Terceira etapa da separação das gêmeas Heloísa e Helena é concluída em Ribeirão Preto

O quarto procedimento, que incluirá colocação de enxertos ósseos e expansores de pele, está previsto para ocorrer em março de 2026

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Nando Medeiros
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Terceira etapa da separação das gêmeas Heloísa e Helena é concluída em Ribeirão Preto

A terceira cirurgia para separar as gêmeas Heloísa e Helena, unidas pela cabeça, foi concluída na tarde deste sábado, 28 de fevereiro de 2026, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. O procedimento, que começou pela manhã e se estendeu por cerca de sete horas, terminou por volta das 15h45. As meninas, de 1 ano, já despertaram e foram transferidas para a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica para acompanhamento pós-operatório.

A operação foi conduzida pelas equipes de Neurocirurgia Pediátrica e Cirurgia Plástica sob coordenação do professor Jayme Farina Junior, com participação de mais de 50 profissionais de saúde e apoio. Este é o terceiro dos cinco procedimentos planejados para a separação completa das crianças. Segundo a equipe, as primeiras quatro cirurgias têm como objetivo dissociar tecidos, vasos e estruturas cranianas e cerebrais, realizando o trabalho de forma gradual para reduzir riscos e controle de sangramento.

O quarto procedimento, que incluirá colocação de enxertos ósseos e expansores de pele, está previsto para ocorrer em março de 2026. A equipe médica mantém a expectativa de concluir a quinta e última etapa até o fim deste ano.

As gêmeas passaram por exames e planejamento desde 2024. O primeiro dos cinco procedimentos foi realizado em agosto de 2025 e a segunda cirurgia aconteceu em novembro de 2025, com duração aproximada de dez horas e internação de 19 dias após o procedimento. O pai, Amarildo Batista da Silva, acompanhou todas as etapas e afirmou aguardar com ansiedade o momento em que as filhas poderão se ver e brincar livremente, apesar do receio natural antes de cada nova cirurgia.

A equipe do HC destacou a complexidade do caso e a necessidade de avançar de forma gradual para permitir a adaptação cerebral e reduzir complicações, reforçando o caráter multidisciplinar do tratamento.