USP Ribeirão Preto inaugura Núcleo de Telessaúde para ampliar atendimento na macrorregião

O núcleo também atuará em áreas clínicas definidas como prioritárias pela equipe universitária

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Nando Medeiros
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USP Ribeirão Preto inaugura Núcleo de Telessaúde para ampliar atendimento na macrorregião

A Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto iniciou a implantação do Núcleo de Telessaúde no novo prédio do Inova USP. O centro terá como foco ações de telessaúde, teleducação e formação profissional voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) da macrorregião, que reúne 66 municípios com cobertura digital ainda limitada.

O diagnóstico regional apontou que os serviços de telessaúde alcançam hoje apenas 13,63% do território, justificando a criação do núcleo no campus. Na etapa inicial, serão firmados convênios e acordos de cooperação técnica com as Diretorias Regionais de Saúde (DRS) V, VIII e XIII, com potencial de expansão para os demais municípios da região.

Entre as prioridades estão a qualificação de profissionais da Estratégia Saúde da Família, equipes multiprofissionais e equipes de saúde indígena. A iniciativa prevê a construção de pontos de telessaúde nos municípios, oferta de teleconsultorias e ações integradas de educação permanente voltadas à atenção primária.

O núcleo também atuará em áreas clínicas definidas como prioritárias pela equipe universitária, incluindo otorrinolaringologia, oncologia e saúde bucal. Entre as ferramentas previstas está o uso do aplicativo TeleEstomato, recomendado pelo Ministério da Saúde, para agilizar teleconsultorias e fluxos assistenciais destinados ao diagnóstico precoce do câncer bucal.

A gestão do novo núcleo seguirá um modelo de cogestão: a universidade ficará responsável pela produção de conhecimento, formação e suporte técnico; os governos federal e estadual aportarão diretrizes e apoio técnico; e as redes locais implementarão as ações conforme suas realidades. Toda a infraestrutura e os sistemas seguirão a legislação de proteção de dados e requisitos de interoperabilidade.

O projeto conta com apoio institucional da USP, recursos da Pró-Reitoria de Graduação e financiamento aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) até 2030. A proposta já foi habilitada em edital do Ministério da Saúde, com previsão de novas submissões em chamadas futuras.

A previsão é que os primeiros projetos-piloto comecem a operar nos próximos meses, fortalecendo a integração entre ensino, inovação e serviços de saúde na região e ampliando o acesso a consultas e formação profissional por meios digitais.