Em cerimônia realizada nos Estados Unidos, o ator Wagner Moura conquistou o Globo de Ouro de melhor ator em filme de drama por sua atuação em O Agente Secreto. Foi a primeira vez que um brasileiro venceu essa categoria.
A produção também foi premiada como melhor filme em língua não-inglesa. As conquistas marcaram mais um momento de destaque do cinema brasileiro em premiações internacionais: a última vitória do país nessa categoria havia sido em 1999, com Central do Brasil, e outro reconhecimento importante veio em 2025, quando Fernanda Torres levou o Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático por Ainda Estou Aqui.
Ambientado nos anos 1970, O Agente Secreto acompanha a trajetória de um professor universitário, vivido por Moura, que retorna ao Recife para reencontrar o filho caçula, enfrentando os perigos do período da ditadura militar. Ao receber o prêmio de melhor ator, Moura afirmou que o filme trata de memória, traumas geracionais e valores, dedicando a conquista ao público brasileiro e à cultura do país. Em português, ele disse: "Viva o Brasil e a cultura brasileira".
O diretor Kleber Mendonça Filho, ao subir ao palco para receber o troféu de melhor filme em língua não-inglesa, saudou o Brasil, agradeceu ao elenco e destacou a parceria com Moura: "as melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo". Mendonça Filho também dedicou o prêmio aos jovens cineastas e afirmou que este é um momento importante para a produção audiovisual tanto no Brasil quanto no exterior.
O Agente Secreto concorreu em outras categorias, mas os prêmios principais da noite foram os de melhor ator para Wagner Moura e melhor filme em língua não-inglesa para a obra dirigida por Kleber Mendonça Filho.