Acusada de duplo crime em 2025 também é denunciada por tentativa de envenenamento de amiga em Ribeirão Preto

O caso remonta a fevereiro de 2025, quando Neuza, madrinha de casamento de Elizabete, foi internada com quadro grave que

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Nando Medeiros
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Acusada de duplo crime em 2025 também é denunciada por tentativa de envenenamento de amiga em Ribeirão Preto

A aposentada Elizabete Arrabaça, de 68 anos, que está presa preventivamente desde 2025, foi denunciada pelo Ministério Público por tentativa de homicídio contra uma amiga identificada como Neuza Ghiotti. O caso remonta a fevereiro de 2025, quando Neuza, madrinha de casamento de Elizabete, foi internada com quadro grave que, segundo a promotoria, seria compatível com intoxicação por agente químico. Como a vítima tem mais de 60 anos, a acusação prevê agravante.

A denúncia é mais um desdobramento das investigações que já apuram Arrabaça por suposto envolvimento na morte da nora, a professora de pilates Larissa Rodrigues, ocorrida em março de 2025 em Ribeirão Preto, e na morte da filha Nathália Garnica, em fevereiro de 2025 em Pontal. O caso de Nathália ainda aguarda decisão judicial.

Conforme relatado pela polícia, Neuza passou cinco dias hospitalizada, dois deles na UTI, após ingerir uma cápsula de omeprazol que teria recebido de Elizabete. Laudos produzidos a partir de prontuários médicos e análise do Instituto Médico Legal apontaram sinais como vômito intenso, diarreia, confusão mental e sudorese, sintomas que, segundo a investigação, podem indicar intoxicação exógena. A equipe da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) considera esses elementos como prova técnica que sustenta a acusação de tentativa de homicídio por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

A defesa dos advogados Bruno Corrêa Ribeiro e João Pedro Soares Damasceno contestou a denúncia e declarou que ela se baseia em conjecturas e em investigação anterior, sem prova direta de que Elizabete tenha envenenado Neuza. Em nota, os defensores afirmaram que os próprios laudos não trazem certeza sobre intoxicação e que não há indícios suficientes para imputar crime tão grave.

O Ministério Público, por sua vez, entendeu haver elementos suficientes para formalizar a denúncia e solicitar o prosseguimento da ação penal. Elizabete nega todas as acusações.

O caso segue em tramitação na Justiça de Ribeirão Preto. A denúncia contra Elizabete por tentativa de homicídio e as apurações sobre as mortes de Larissa e Nathália permanecem sob análise da promotoria e do Judiciário.