Câncer de pele é o mais frequente no país e alerta é reforçado em Ribeirão Preto

Em cidades do interior paulista, como Ribeirão Preto, o risco é potencializado pela exposição frequente à radiação ultravioleta ao longo do ano

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Nando Medeiros
· 1 minuto de leitura
Câncer de pele é o mais frequente no país e alerta é reforçado em Ribeirão Preto

Estado de São Paulo concentra maior número de diagnósticos; especialistas alertam para riscos da exposição solar

O câncer de pele segue como o tipo mais comum no Brasil e apresenta crescimento nas estimativas recentes, reforçando a necessidade de cuidados preventivos e diagnóstico precoce, especialmente em regiões com alta incidência de radiação solar.

Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que, entre 2026 e 2028, o país deve registrar mais de 263 mil novos casos anuais de tumores não melanoma e cerca de 9 mil de melanoma, totalizando mais de 270 mil ocorrências por ano. O estado de São Paulo concentra o maior volume, com mais de 60 mil diagnósticos anuais de não melanoma e cerca de 2,8 mil de melanoma.

O câncer de pele é dividido em dois tipos principais. O não melanoma é o mais frequente e apresenta altas chances de cura quando identificado precocemente. Já o melanoma, embora menos comum, é mais agressivo e pode evoluir rapidamente, aumentando o risco de metástase.

Em cidades do interior paulista, como Ribeirão Preto, o risco é potencializado pela exposição frequente à radiação ultravioleta ao longo do ano. Especialistas alertam que essa exposição ocorre não apenas em momentos de lazer, mas também em atividades cotidianas, o que exige proteção constante.

Entre as principais medidas preventivas estão o uso diário de protetor solar com fator mínimo 30, além de acessórios como chapéus, bonés, óculos com proteção UV e roupas adequadas. Evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h também é recomendado para reduzir os riscos.

Sinais de alerta incluem manchas que mudam de cor, formato ou tamanho, além de feridas que não cicatrizam. A orientação é procurar avaliação médica diante de qualquer alteração persistente na pele.

Segundo o oncologista Carlos Fruet, a detecção precoce é determinante para o sucesso do tratamento e pode reduzir significativamente os impactos da doença.