Cirurgia robótica para câncer de próstata passa a ter cobertura obrigatória pelo SUS e planos em abril

A cirurgia robótica é realizada com um sistema comandado pelo cirurgião, que oferece visão tridimensional e instrumentos com movimentos articulados

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Nando Medeiros
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Cirurgia robótica para câncer de próstata passa a ter cobertura obrigatória pelo SUS e planos em abril

Desde abril de 2026, a prostatectomia radical assistida por robô passou a integrar obrigatoriamente os serviços custeados pelo Sistema Único de Saúde e pelos planos privados regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. A medida busca ampliar o acesso e elevar a qualidade do tratamento do câncer de próstata em todo o país.

Segundo o urologista e uro-oncologista Luís César Zaccaro, a técnica minimamente invasiva mantém o rigor oncológico exigido para o procedimento e, ao mesmo tempo, reduz o trauma ao organismo, diminui o sangramento e acelera a recuperação pós-operatória. Ele também destaca o potencial de melhor preservação da continência urinária e da função sexual em comparação a abordagens mais invasivas.

A cirurgia robótica é realizada com um sistema comandado pelo cirurgião, que oferece visão tridimensional e instrumentos com movimentos articulados, permitindo maior precisão nos gestos cirúrgicos. Na prática, isso se traduz em incisões menores, menos dor e alta hospitalar mais rápida.

Em Ribeirão Preto, o município já atua como polo regional da técnica. Três hospitais, um público e dois privados, registraram mais de 2,8 mil procedimentos robóticos entre 2019 e 2025, e cerca de 30 cirurgiões locais estão habilitados para utilizar a tecnologia.

A ampliação da cobertura ocorre em um cenário de alta demanda por tratamentos urológicos. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer indicam quase 100 mil novos casos anuais de tumores urológicos no país até 2028, sendo o câncer de próstata o mais frequente entre os homens.

Para pacientes e profissionais, a obrigatoriedade de custeio pelo SUS e pelos planos de saúde deve ampliar a oferta da técnica e reduzir barreiras financeiras ao acesso ao tratamento.