Fechamento da Planearte deixa clientes e funcionários sem respostas em Ribeirão Preto

O empresário registrou boletim de ocorrência por furto junto à Polícia Civil

  • Go to the profile of  Nando Medeiros
Nando Medeiros
· 1 minuto de leitura
Fechamento da Planearte deixa clientes e funcionários sem respostas em Ribeirão Preto

A paralisação das atividades da fábrica de móveis planejados Planearte, tradicional em Ribeirão Preto, provocou reclamações de clientes que não tiveram pedidos entregues e de ex-funcionários que relatam salários atrasados e demissões sem pagamento das verbas rescisórias. Dono da empresa, Fernando Barbosa disse que deixou a cidade por temer pela sua integridade física e por problemas de saúde mental, e negou ter aplicado golpe nos consumidores.

Em entrevista à EPTV, Barbosa afirmou que dificuldades administrativas agravaram a situação financeira da empresa e que, em 14 de maio, a sede e o showroom teriam sido saqueados por um credor, segundo ele, foram levadas máquinas avaliadas em mais de R$ 800 mil. O empresário registrou boletim de ocorrência por furto junto à Polícia Civil e afirmou que a perda dos equipamentos comprometeu a capacidade de retomar a produção e ressarcir clientes.

Clientes consultados pela reportagem afirmam ter pago adiantado por projetos, alguns com contratos superiores a R$ 100 mil, e encontraram a fábrica fechada quando foram buscar esclarecimentos. Funcionários também denunciam atraso de salários e dispensa sem homologação ou pagamento devido. Barbosa afirmou que os imóveis da empresa estão financiados e que, sem renda, não tem recursos para reembolsar consumidores ou quitar pendências trabalhistas no momento.

A Planearte, que atuava há cerca de 15 anos na região e divulgava ter entregue mais de 5 mil projetos, não informou prazo de retomada das operações. As autoridades policiais foram acionadas para apurar o suposto furto e as denúncias de lesões decorrentes do encerramento das atividades; clientes e ex-empregados que se sentirem lesados foram orientados a registrar queixas formais para formalizar as reclamações.