A Polícia Civil ouviu três frentistas que estavam em um posto próximo ao local onde mãe e filho foram atropelados na manhã de 1º de janeiro, em Bonfim Paulista. Segundo os depoimentos, os trabalhadores afirmaram ter acenado e gritado ao motorista, mas ele teria passado devagar e não parou para prestar socorro. Um dos frentistas disse que, se o condutor tivesse checado o retrovisor, poderia ter avistado a criança ou percebido os sinais dados pelas pessoas no posto.
Investigadores seguem reunindo imagens de câmeras de segurança da região. Em cenas já analisadas, aparece um carro prata que trafegava à frente do veículo conduzido por Gustavo Perissoto de Oliveira, de 25 anos; a sequência mostra os dois carros desviando por ruas secundárias logo após o atropelamento, o que levanta suspeitas sobre a tentativa de evitar vias movimentadas.
O motorista se apresentou ao 7º Distrito Policial no dia seguinte ao acidente e negou ter ingerido bebida alcoólica. A defesa afirmou que o carro era alugado e que o condutor se distraiu ao mexer na central multimídia, acreditando inicialmente ter atingido uma defensa metálica. A polícia pretende ouvir pessoas que estiveram com o músico na véspera e após o ocorrido para confirmar essa versão.
Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, foi atendido no Hospital das Clínicas, Unidade de Emergência (HC-UE), passou por internação na UTI pediátrica e morreu em 4 de janeiro; o sepultamento ocorreu no dia 5, no Cemitério de Bonfim Paulista. A mãe, Eliene de Santana Maia, 33 anos, passou por três cirurgias e permanece internada no HC-UE, sem poder comparecer ao velório e enterro do filho.
O pai da criança exige responsabilização e a prisão do motorista, afirmando que o acusado não entrou em contato para saber sobre o estado da família. O delegado Ariovaldo Torrieri conduz as investigações e deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias. O caso é apurado como homicídio culposo, lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e fuga do local do acidente.