A Prefeitura de Jaboticabal adotou medidas extraordinárias para tentar aliviar a pressão sobre a rede municipal de saúde após o avanço de casos respiratórios e o aumento da procura por atendimentos de urgência. O decreto, publicado no dia 11, autorizou o remanejamento de recursos do orçamento e a contratação emergencial de serviços e insumos sem licitação.
Segundo a administração, a cidade enfrentou uma elevação fora do padrão na demanda por leitos de terapia intensiva, ao mesmo tempo em que houve dificuldade para transferir pacientes por causa da lotação de hospitais de referência da região. A situação também atingiu a UPA do município, que funcionou acima da capacidade em diferentes setores.
De acordo com a Prefeitura, a unidade tem estrutura para atender 150 pacientes por dia, mas vinha recebendo cerca de 350 pessoas diariamente. O cenário incluiu ainda a alta de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e o aumento de pacientes com quadros agudos de doenças cardiovasculares.
No período, o município também registrou a morte de uma menina de sete meses, diagnosticada com bronquiolite, no dia 1º de junho. Depois do decreto de calamidade pública, a gestão passou a contratar leitos de UTI na região e a ampliar a oferta de atendimento local. A Secretaria de Saúde informou que o decreto permitiu acelerar a compra direta de insumos para evitar atrasos na resposta à crise.