No mês de conscientização sobre o teste do pezinho, Ribeirão Preto destacou um desempenho acima da meta no exame realizado em recém-nascidos. Em 2025, 94,82% dos bebês nascidos no município passaram pela coleta, percentual superior ao índice de referência de 93% adotado para o acompanhamento neonatal.
O resultado foi atribuído ao trabalho do programa Floresce Uma Vida, mantido pela Secretaria Municipal da Saúde. Há 30 anos, a iniciativa organiza o acesso das crianças à rede pública desde a maternidade, com o cadastro do bebê, o agendamento da vacina BCG, a realização do teste do pezinho e o encaminhamento para as primeiras consultas na unidade de referência.
Segundo a enfermeira e responsável técnica pelo programa, Lilian Pimenta, a identificação precoce de doenças amplia as chances de tratamento adequado e reduz riscos de complicações no desenvolvimento infantil. O teste do pezinho pode detectar mais de 50 enfermidades antes mesmo do surgimento dos sintomas.
Quando necessário, o atendimento também inclui encaminhamento a serviços especializados, como o Centro Especializado de Reabilitação (CER II Nadef). Criado em 1995, o Floresce Uma Vida tem como foco reduzir a mortalidade infantil, ampliar o acesso aos serviços de saúde e garantir o acompanhamento das crianças nos primeiros anos de vida.
Os números do município mostram avanço ao longo desse período. No início da implantação do programa, Ribeirão Preto registrava 20,2 mortes infantis por mil nascidos vivos. Em 2025, a taxa caiu para 10,7 por mil.
Além dos exames e consultas, as equipes orientam famílias sobre vacinação, desenvolvimento infantil e cuidados com o bebê, fortalecendo a ligação entre a população e a atenção básica.