Leonardo Silva, hoje com 18 anos, foi condenado por latrocínio pela morte de Nilza Maria Aparecida Costa Pingoud, de 62 anos, cujo corpo foi encontrado enterrado no quintal da casa onde ela morava em Barretos. O crime ocorreu na madrugada de 24 de julho de 2023 e o corpo só foi localizado uma semana depois, após vizinhos suspeitarem do desaparecimento da vítima. Segundo a denúncia, Leonardo asfixiou Nilza com um fio, ocultou o cadáver com materiais de construção e usou recursos da vítima para comprar eletrodomésticos e outros bens.
A sentença, publicada recentemente, impôs ao réu pena por latrocínio e a cobrança de 30 dias-multa. No texto da decisão, o magistrado destacou a frieza do crime e os “requintes de crueldade” contra uma pessoa idosa, além da ocultação do cadáver, fatores que, segundo o juízo, agravaram o clamor social e a sensação de insegurança na comunidade.
A defesa anunciou que já apresentou recurso ao tribunal competente, contestando os termos da decisão. Ao longo da instrução processual, a equipe de defesa havia juntado um laudo de perícia particular que alegava insanidade mental do acusado.
Durante a investigação, a Polícia Civil apurou que, em maio de 2023, o réu passou a morar nos fundos da casa da vítima após ela ter se oferecido para ajudá-lo. Em julho, depois de ter sido demitido pelos serviços domésticos que prestava, ele retornou à residência, invadiu o imóvel e cometeu o crime. As apurações também indicaram que Leonardo chegou a oferecer a conhecidos até R$ 20 mil, quantia proveniente da vítima, para que o ajudassem a ocultar o corpo; a proposta foi recusada. A Justiça determinou ainda a devolução aos familiares de Nilza dos objetos adquiridos pelo condenado com o dinheiro da vítima.
Leonardo foi preso em Frutal (MG) na investigação sobre a morte. Familiares de Nilza e autoridades locais acompanham agora o trâmite recursal que pode modificar a condenação ou as penas aplicadas.