A Justiça liberou o assessor financeiro Frederico Goz Biagi, acusado de aplicar um golpe de cerca de R$ 21 milhões contra clientes e sócios de um escritório de assessoria de investimentos em Ribeirão Preto. Biagi estava detido desde dezembro de 2025, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Stop Loss que resultou na sua prisão preventiva. A defesa não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Segundo a investigação federal, o esquema ocorreu entre 2020 e 2023. Para manter clientes e parceiros iludidos, o assessor teria forjado documentos, inserido informações falsas em sistemas e criado demonstrações contábeis e notas de corretagem adulteradas que simulavam lucros inexistentes. A apuração aponta também que ele montou uma conta em um banco digital sem a assinatura dos demais sócios para concentrar recursos, cerca de R$ 11 milhões, conforme apontou o Ministério Público Federal e executou operações de day trade que teriam resultado na perda dos investimentos.
A PF informou que Biagi explorava sua rede de relacionamentos para ganhar confiança das vítimas, incluindo relações amorosas; uma ex-namorada está entre os prejudicados. Para as autoridades, a aparência de legitimidade do esquema foi reforçada por documentos falsificados e até pela criação de um e-mail fictício de uma suposta funcionária de corretora, usado para justificar a falta de acesso a senhas e relatórios.
Ele responde a ao menos seis acusações relacionadas ao Sistema Financeiro Nacional, entre elas gestão fraudulenta, apropriação de recursos de investidor, manutenção de investidor em erro por omissão ou falsidade e fraude à fiscalização. O caso segue sob investigação da Polícia Federal e com acompanhamento do Ministério Público Federal em Ribeirão Preto.