O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou Pedro Ricardo Reina, de 46 anos, a 21 anos e sete meses de prisão em regime fechado pela morte da ex-namorada Eniléia Belarmino, grávida de três meses na época do crime. A sentença foi aplicada por um júri popular realizado no Fórum de Sertãozinho.
O crime ocorreu em outubro de 2014. O corpo de Eniléia foi localizado carbonizado em um canavial em Dumont no dia 4 de outubro daquele ano. As investigações apontaram que Pedro foi a última pessoa a ser vista com a vítima em Ribeirão Preto; ele aguardou Eniléia em um ponto de ônibus e, segundo apuração, a convidou a entrar no carro alegando levá‑la ao trabalho.
Peritos e testemunhas indicaram que o motivo teria sido ciúme, pois o acusado acreditava que o bebê que a vítima esperava não era seu. Em depoimentos e na reconstituição, realizada em dezembro de 2014 com o auxílio de uma intérprete de Libras devido à surdez do casal, foram confrontados relatos e imagens de câmera de segurança para elucidar a dinâmica dos fatos.
Pedro respondia ao processo em liberdade desde então. Após a condenação, ele foi encaminhado inicialmente à Cadeia de Pradópolis e deve ser transferido em seguida para o Centro de Detenção Provisória de Ribeirão Preto. A defesa informou à reportagem que pretende recorrer da decisão, alegando falhas na atuação estatal durante a investigação.
O caso teve grande repercussão local desde 2014 e passou mais de uma década tramitando até a conclusão do júri. Familiares da vítima acompanham o desfecho do processo, que agora segue para as instâncias recursais.