Lipedema exige diagnóstico correto e atenção para evitar agravamento dos sintomas

Condição crônica afeta principalmente mulheres e pode ser confundida com obesidade ou retenção de líquidos

  • Go to the profile of  Nando Medeiros
Nando Medeiros
· 1 minuto de leitura
Lipedema exige diagnóstico correto e atenção para evitar agravamento dos sintomas

Condição crônica afeta principalmente mulheres e pode ser confundida com obesidade ou retenção de líquidos

O aumento desproporcional de gordura em regiões como pernas, quadris e braços pode indicar lipedema, uma condição crônica que ainda é pouco diagnosticada e frequentemente confundida com obesidade ou retenção de líquidos, o que dificulta o tratamento adequado.

Reconhecida oficialmente como doença pela Organização Mundial da Saúde em 2022, o Lipedema atinge principalmente mulheres e pode evoluir de forma progressiva, impactando a mobilidade e a qualidade de vida. No Brasil, estimativas apontam que milhões de mulheres apresentam sintomas compatíveis com o quadro.

Entre os principais sinais estão o acúmulo de gordura de forma simétrica em coxas, quadris e panturrilhas, geralmente sem afetar os pés. Também são comuns dor ao toque, sensação de peso nas pernas, facilidade para hematomas e dificuldade de redução do volume mesmo com dieta e exercícios.

Especialistas alertam que a identificação precoce é fundamental para evitar a progressão da doença. O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por profissional de saúde, especialmente em casos em que há histórico familiar ou sintomas persistentes.

O tratamento é voltado ao controle dos sintomas e pode incluir drenagem linfática, uso de meias de compressão e prática regular de exercícios físicos, que ajudam a melhorar a circulação e reduzir o inchaço. A alimentação equilibrada também contribui para o manejo do quadro, especialmente dietas com baixo teor de alimentos ultraprocessados.

Em situações mais avançadas, pode ser indicada intervenção cirúrgica específica, com o objetivo de remover a gordura afetada e melhorar a qualidade de vida da paciente.

As orientações foram destacadas pelo cirurgião vascular Paulo Sérgio Egydio, da Hapv