O Ministério Público Federal apresentou denúncia contra o empresário e advogado Maiclerson Gomes da Silva, conhecido como Maick, por uso de moeda falsa. A ação, protocolada no início de março de 2026, aponta que laudos periciais constataram a falsidade de R$ 1.300 em notas, principalmente de R$ 200 e R$ 50, apreendidas com o acusado.
Maick foi preso em 1º de outubro de 2025, em Batatais, após uma frentista desconfiar de uma nota de R$ 200 utilizada para pagar R$ 100 em combustível. Outras cédulas suspeitas foram encontradas com ele na sequência e encaminhadas para perícia.
O caso foi encaminhado ao MPF após a confirmação técnica da falsificação. Atualmente, ele permanece preso. Além da denúncia por uso de moeda falsa, crime que pode resultar em pena de até 12 anos, Maick já cumpre pena de 13 anos por fraude financeira, decorrente de apelações relacionadas a um esquema de empréstimos consignados.
A defesa sustenta que o acusado não sabia que as notas eram falsas e afirma que as cédulas teriam sido recebidas como pagamento por honorários advocatícios. Segundo os advogados, Maick está à disposição da Justiça e os fatos serão esclarecidos no decorrer do processo.
O caso é um desdobramento de investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado em 2022, que identificou fraudes envolvendo contratos em nome de terceiros, invasão de sistemas para obtenção de dados do INSS e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada. Na apuração, cerca de 360 mil beneficiários tiveram dados expostos.
Maick e a então parceira Ana Pink foram presos em março de 2022. Ambos foram condenados inicialmente em abril de 2023 e, em maio de 2025, tiveram a pena ampliada para 13 anos. Desde abril de 2025, Maick havia deixado temporariamente o sistema prisional por bom comportamento, mas retornou à prisão após os episódios envolvendo as cédulas supostamente falsificadas.
Ana Pink também voltou ao regime fechado em agosto de 2025, após descumprir medidas de prisão domiciliar. Ambos negam participação nos crimes investigados.