Professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto é condenado por transfobia

Segundo a denúncia, o professor questionou as alunas sobre qual banheiro pretendiam usar e teria ameaçado que, se entrassem no banheiro feminino com a filha dele presente, seriam mortas

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Nando Medeiros
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Professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto é condenado por transfobia

A Justiça de Ribeirão Preto condenou o professor Jyrson Guilherme Klamt, da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto, por prática de transfobia em episódio ocorrido em novembro de 2023 no refeitório do Hospital das Clínicas local. A sentença, proferida recentemente, fixou pena de 3 anos e 10 meses em regime aberto. Além da prisão em regime aberto, o magistrado determinou que Klamt pague o equivalente a um salário‑mínimo por 12 meses a uma organização que atende a comunidade LGBTQIA+ e R$ 10 mil de indenização por danos morais a cada uma das duas estudantes trans que denunciaram o caso.

Segundo a denúncia, o professor questionou as alunas sobre qual banheiro pretendiam usar e teria ameaçado que, se entrassem no banheiro feminino com a filha dele presente, seriam mortas. As vítimas registraram boletim de ocorrência por ameaça e injúria racial no decorrer da investigação. Em agosto de 2024, Klamt foi afastado das atividades clínicas no HC‑RP por 180 dias e, em outubro de 2024, sofreu suspensão de 90 dias das atividades na Faculdade de Medicina; na ocasião, a universidade também exigiu participação em curso sobre identidade de gênero e sexualidade.

A defesa do professor informou que pretende recorrer da decisão. A sentença marca um desfecho judicial ao caso que mobilizou estudantes e gestores da instituição desde o episódio no hospital.