Queda nos preços do álcool nas usinas não virou alívio imediato para bombas em Ribeirão Preto

Apesar da queda no atacado, consumidores e revendedores de Ribeirão Preto esperam que esse movimento seja repassado às bombas

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Nando Medeiros
· 2 minutos de leitura
Queda nos preços do álcool nas usinas não virou alívio imediato para bombas em Ribeirão Preto

Relatório do Cepea/Esalq divulgado nas últimas semanas apontou sequência de recuos no preço do álcool combustível nas usinas paulistas no início da safra. O etanol hidratado caiu de R$ 2,7873 para R$ 2,5920 por litro, queda semanal de 7,01%, enquanto o anidro recuou de R$ 3,1948 para R$ 2,9575, redução de 7,3%.

Apesar da queda no atacado, consumidores e revendedores de Ribeirão Preto esperam que esse movimento seja repassado às bombas. Dados locais da Agência Nacional do Petróleo (ANP), apurados entre 22 e 28 de março, mostram que o etanol era comercializado a R$ 4,62 o litro, com variação entre R$ 4,25 e R$ 4,99. A gasolina média custava R$ 6,82, variando de R$ 6,35 a R$ 7,19, enquanto o diesel estava em R$ 7,77, com preços entre R$ 7,49 e R$ 7,99.

A paridade etanol-gasolina voltou a favorecer o álcool em alguns postos. A relação superou 70%, indicando vantagem econômica para o consumidor em determinadas redes.

No mercado local, entretanto, movimentos recentes contrariaram parte desse alívio. Em meados de março, a Petrobras reajustou os preços do diesel em suas unidades, e os repasses nos postos de Ribeirão Preto chegaram a superar os aumentos inicialmente projetados pela estatal.

Em postos bandeirados, o diesel médio subiu para valores próximos a R$ 7,69 por litro, enquanto em estabelecimentos sem bandeira os preços oscilaram até cerca de R$ 7,79. A gasolina também registrou elevações pontuais.

Em resposta à alta internacional do petróleo e à escalada de preços, o governo federal anunciou, no início do mês, um pacote de subvenções ao diesel. As medidas incluem R$ 1,20 por litro para combustíveis importados, somados aos R$ 0,32 já vigentes, além de R$ 0,80 por litro para produção nacional, com prazo inicial de dois meses.

Segundo autoridades, as contrapartidas preveem aumento da oferta ao mercado e exigência de repasse do benefício ao consumidor final.

Economistas locais e representantes do setor avaliam que, embora a queda nas usinas seja positiva, fatores como tributos, margens de distribuidoras, estoques e o custo do diesel pressionado pelo mercado internacional continuam influenciando os preços no varejo.

A expectativa em Ribeirão Preto é observar, nos próximos dias, se os valores praticados pelas distribuidoras e as medidas federais permitirão uma redução efetiva nos preços ao consumidor.