Especialista alerta que sinais comuns da gestação também podem indicar problemas de saúde e exigem acompanhamento médico
Náuseas. Cansaço. Inchaço. Dores no corpo. Sintomas frequentemente associados à gravidez também podem esconder doenças e complicações que exigem atenção médica. O alerta ganha força diante de casos em que alterações inicialmente atribuídas à gestação acabam revelando problemas mais graves, reforçando a importância do pré-natal e da investigação cuidadosa de sinais fora do padrão esperado.
A professora Elisflavia Rodrigues da Assunção Guimarães, de 37 anos, descobriu um câncer intestinal em estágio avançado durante a gravidez após exames mais detalhados identificarem alterações incomuns no volume abdominal. O tumor já apresentava metástase nos ovários. Diante da gravidade do quadro, a equipe médica precisou antecipar o parto em uma cirurgia de alta complexidade, permitindo o nascimento da bebê prematura e o início do tratamento da mãe.
Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 20% das gestantes apresentam complicações ao longo da gravidez, como anemia, diabetes gestacional, hipertensão e infecções urinárias. Muitas dessas condições surgem de forma silenciosa ou com sintomas semelhantes aos desconfortos típicos do período gestacional.
De acordo com o ginecologista e obstetra Clayton Fortunato Filho, sintomas persistentes ou intensos precisam ser investigados. Náuseas excessivas. Dor abdominal forte. Falta de ar. Dor de cabeça intensa. Sangramentos. Febre. Alterações visuais e diminuição dos movimentos do bebê estão entre os sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata.
O especialista destaca que o pré-natal é fundamental para identificar alterações precocemente e reduzir riscos para mãe e bebê. Exames laboratoriais. Ultrassonografias e acompanhamento contínuo ajudam no diagnóstico de possíveis complicações e permitem intervenções mais rápidas quando necessário. No fim do texto, a Hapvida informou que gestantes com doenças prévias. Obesidade. Histórico de complicações ou idade acima dos 35 anos exigem acompanhamento ainda mais rigoroso durante toda a gravidez.