O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação de Guilherme Longo à pena de 40 anos de prisão pela morte do enteado Joaquim Ponte Marques. A decisão do colegiado manteve por unanimidade o veredito proferido pelo júri em outubro de 2023, quando Longo foi condenado pelos crimes que constavam na denúncia.
Segundo o Ministério Público, o crime ocorreu em outubro de 2013: o menino, então com 3 anos e portador de diabetes, teria sido administrado com 166 unidades de insulina, o que causou sua morte. O corpo de Joaquim foi localizado no Rio Pardo, em Barretos, cinco dias depois do desaparecimento informado em Ribeirão Preto. A acusação afirmou que, após aplicar as doses, o padrasto teria lançado o corpo em um córrego próximo à residência da família.
Na apelação ao TJ-SP, a defesa alegou ausência de provas suficientes e pediu absolvição ou redução da pena. Os desembargadores, contudo, entenderam que não houve vícios no julgamento anterior e rejeitaram o recurso. A defesa informou que pretende levar o caso às instâncias superiores.
Longo cumpre pena em regime inicialmente fechado pelos crimes que lhe foram imputados, entre eles homicídio qualificado com recurso que dificultou a defesa da vítima e meio cruel. A mãe da criança foi absolvida de todas as acusações relacionadas ao caso.