O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que 12 pessoas condenadas por integrar uma quadrilha de agiotagem em Franca voltem à prisão. A decisão da 8ª Câmara de Direito Criminal atendeu a recurso do Ministério Público e concluiu que os réus, que haviam obtido liberdade provisória com medidas cautelares, oferecem risco à ordem pública e à preservação das provas, motivo pelo qual foram expedidas ordens de prisão preventiva imediatas.
As investigações, conduzidas pelo MP a partir da Operação Castelo de Areia, apontaram atuação estruturada do grupo, com hierarquia e coordenação. Segundo os promotores, o conjunto probatório, interceptações telefônicas, análise de movimentações bancárias e documentos apreendidos, demonstra a prática de ameaças de morte contra devedores e pessoas próximas para reaver valores que teriam movimentado mais de R$ 60 milhões na região.
A operação teve desdobramentos desde novembro de 2023: a primeira fase levou à prisão de sete suspeitos e à identificação de movimentações iniciais estimadas em R$ 36 milhões. Em dezembro de 2024, houve condenações, e novas ações em 2025 e 2026 apontaram movimentações adicionais da organização, elevando o montante investigado. O MP também anexou cópias de conversas obtidas judicialmente que, segundo os promotores, comprovam o uso de violência pelo grupo.
Com a nova decisão colegiada, a execução das prisões foi determinada de imediato pela corte. A Justiça local e as forças que atuam na investigação devem coordenar os procedimentos para cumprimento dos mandados.