Especialista aponta sinais de sobrecarga e orienta como preservar a voz no dia a dia
O aumento do uso de áudios, chamadas e reuniões on-line tem ampliado a demanda vocal na rotina de trabalho e comunicação, levantando um alerta para possíveis impactos na saúde da voz, especialmente entre profissionais que dependem da fala diariamente.
Com a popularização de ferramentas digitais, a comunicação se tornou contínua e, muitas vezes, excessiva. Segundo especialistas, o problema não está na tecnologia, mas no uso inadequado dos recursos, como o envio frequente de áudios longos e a ausência de pausas ao longo do dia.
A sobrecarga vocal pode levar à fadiga e comprometer a qualidade da fala. Entre os principais sinais estão rouquidão, pigarro, falhas na voz e sensação de ardor na garganta, especialmente ao final do dia. Quando esses sintomas persistem por mais de duas semanas, a recomendação é buscar avaliação profissional.
Além do volume de uso, hábitos incorretos também contribuem para o desgaste. Falar sem pausas, não respirar adequadamente, utilizar a voz de forma tensa e manter a boca seca estão entre os fatores que mais prejudicam a saúde vocal.
Para reduzir os riscos, a orientação é adotar medidas simples no dia a dia, como alternar formas de comunicação (priorizando texto quando possível), manter hidratação constante, fazer pausas durante a fala e utilizar entonação adequada. Evitar álcool em excesso e tabagismo também contribui para a preservação da voz.
A recomendação é especialmente relevante em ambientes corporativos e para profissionais como professores, atendentes e equipes que utilizam a comunicação verbal de forma intensiva.
As orientações são da fonoaudióloga Nara Ligia Mião Luchi Pereira, da Hapvida.