A Universidade de São Paulo (USP) decidiu pela demissão de um docente do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) após a conclusão de processo administrativo disciplinar que apurou denúncias de assédio contra alunas de pós-graduação.
O professor estava afastado das atividades desde março de 2025, quando as primeiras queixas vieram a público e motivaram a investigação interna. Segundo a instituição, a decisão da direção da FFCLRP seguiu parecer da Procuradoria-Geral da USP.
A universidade informou também que os autos foram encaminhados à Polícia Civil. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto conduziu o inquérito, que foi concluído e remetido ao Judiciário em setembro de 2025.
O Tribunal de Justiça, no entanto, ressaltou que o processo corre em segredo de Justiça e, por isso, não pode divulgar detalhes ou o status dos autos. O procedimento administrativo compilou relatos de diversas alunas sobre episódios ocorridos entre 2021 e 2024, que incluem contatos físicos considerados impróprios, convites insistentes e práticas de assédio moral após recusas. A demissão marca o desfecho institucional do caso, enquanto o trâmite judicial segue sob sigilo.