Caso de bebê em Jaboticabal expõe demora por leito pediátrico na região

Ao longo do atendimento, houve recusas sucessivas por falta de espaço em hospitais de Ribeirão Preto e da própria região

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Nando Medeiros
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Caso de bebê em Jaboticabal expõe demora por leito pediátrico na região

A morte de Antonella de Lima Melo, de 7 meses, em Jaboticabal, voltou a chamar atenção para a dificuldade de acesso a leitos pediátricos na região de Ribeirão Preto. Documentos revelaram que a criança ficou por quase 24 horas aguardando transferência para uma unidade de terapia intensiva antes de morrer, em 1º de junho, com diagnóstico de síndrome respiratória aguda grave e bronquiolite.

De acordo com os registros, a bebê chegou à UPA de Jaboticabal na noite de 31 de maio, depois de ter recebido alta horas antes com tratamento para gripe. Com a piora do quadro respiratório, a família retornou à unidade e a equipe passou a buscar vaga em hospitais da rede pública.

Ao longo do atendimento, houve recusas sucessivas por falta de espaço em hospitais de Ribeirão Preto e da própria região. A Central de Regulação acionou diferentes unidades, mas as respostas apontavam superlotação, ausência de leitos e impossibilidade de receber a paciente naquele momento. Somente mais tarde a Santa Casa de Sertãozinho aceitou o encaminhamento, ainda sem vaga imediata de internação.

A família sustenta que houve falha no atendimento, diante da demora para encontrar um leito compatível com a gravidade do caso. Em nota, o Departamento Regional de Saúde de Ribeirão Preto afirmou que a rede tem enfrentado aumento na demanda por doenças respiratórias e disse atuar para ampliar o acesso a serviços de média e alta complexidade.

O órgão também informou que a região conta com leitos pediátricos de CTI e UTI neonatal em unidades de referência e destacou repasses financeiros feitos por meio da Tabela SUS Paulista para fortalecer a rede pública local.