O estado de São Paulo registrou queda generalizada nos crimes monitorados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) no primeiro bimestre de 2026 (janeiro e fevereiro). Todas as modalidades de roubo acompanharam o desempenho e ficaram nos menores patamares da série histórica, segundo o levantamento divulgado pela pasta. No total, foram 26.462 ocorrências no período, 24% a menos do que no mesmo intervalo de 2025.
Entre os destaques estão o recuo nos roubos de veículos (de 4.562 para 2.743, queda de 39,9%) e de carga (redução de 669 para 450, ou -32,7%). Os registros de roubos a banco ficaram zerados neste início de ano. Homicídios dolosos e latrocínios também atingiram níveis inéditos para o bimestre: os homicídios caíram 11,3% e os latrocínios recuaram 57% (de 28 para 12 ocorrências).
A diminuição foi uniforme entre capital, Grande São Paulo e interior. Na capital, os roubos de celulares tiveram queda de 20%, foram 8.430 casos no bimestre, ante 10.587 no mesmo período de 2025, o que representa 2.157 aparelhos a menos subtraídos na região metropolitana. No interior, o levantamento apontou retração expressiva em roubos de carga (queda de 44% em comparação com números anteriores da série) e em furtos e roubos de veículos.
O secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, atribuiu a sequência de resultados a ações integradas das polícias e ao emprego de tecnologia: "A redução consistente dos índices criminais em São Paulo é resultado direto de uma atuação firme e orientada por dados". Na avaliação da SSP, a combinação entre patrulhamento ostensivo da Polícia Militar e investigações da Polícia Civil voltadas à desarticulação de quadrilhas foi determinante para os recuos.
A pasta cita operações recentes como a Big Mobile e a Mobile Strike, que miraram redes de receptação de celulares e resultaram na recuperação de dezenas de milhares de aparelhos e em prisões. No combate ao roubo de carga, ações realizadas em 2025 cumpriram mandados e levaram detidos suspeitos em várias cidades.
A base tecnológica que sustenta parte da estratégia é o programa Muralha Paulista, que integra 94 mil câmeras públicas e privadas ao banco de dados da SSP, além de leitores de placas e equipamentos de reconhecimento facial. Segundo a secretaria, o sistema já emitiu mais de 100 mil alertas por leitura de placas e cerca de 3,1 mil por reconhecimento facial, cobrindo 61% da população paulista.
Para municípios da região, como Ribeirão Preto, os números refletem o movimento estadual de queda e reforçam a necessidade de manutenção das operações integradas e do uso de tecnologia para consolidar a redução de crimes no decorrer do ano.