MPT aponta alojamentos degradantes onde 35 trabalhadores foram resgatados em Terra Roxa

Segundo o MPT, as vítimas, contratadas para a colheita, não possuíam vínculo formal com a empresa empregadora

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Nando Medeiros
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MPT aponta alojamentos degradantes onde 35 trabalhadores foram resgatados em Terra Roxa

Auditores do Ministério Público do Trabalho (MPT) localizaram, na semana passada, 35 trabalhadores em condições degradantes em uma fazenda de cana-de-açúcar em Terra Roxa (SP). A fiscalização identificou cinco alojamentos com irregularidades graves: chuveiros improvisados com garrafas PET, colchões de baixa qualidade, trabalhadores dormindo no chão, ausência de armários e roupa de cama, umidade e mofo, além da falta de encanamento nas lavanderias.

Segundo o MPT, as vítimas, contratadas para a colheita, não possuíam vínculo formal com a empresa empregadora. Parte dos trabalhadores já se preparava para deixar o local e retornar aos estados de origem, Bahia e Minas Gerais, mesmo sem receber salários ou garantias trabalhistas, em razão das condições de miserabilidade encontradas.

Em audiência realizada na Gerência Regional do Trabalho em Ribeirão Preto, a empresa alegou insuficiência financeira para quitar as dívidas. Diante disso, a usina beneficiária da produção comprometeu-se a pagar R$ 500,7 mil em verbas rescisórias por meio de doação voluntária. O MPT informou que os valores serão repassados diretamente a cada trabalhador, com fiscalização do órgão e acompanhamento dos auditores fiscais.

O Ministério Público do Trabalho também anunciou que emitirá uma Notificação Recomendatória para orientar futuras fiscalizações na cadeia produtiva da usina e evitar a repetição das irregularidades.