Uma técnica de enfermagem de 57 anos, moradora de Pitangueiras, registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil após ser vítima do golpe do falso advogado e ter R$ 1.799 retirados de sua conta por meio de duas transferências via Pix. O crime foi comunicado à polícia nesta quarta-feira, 9 de junho de 2026.
Segundo a vítima, o contato começou por um aplicativo de mensagens com a promessa de que ela havia ganho uma ação trabalhista por insalubridade no valor de R$ 10 mil. O interlocutor se identificou como “doutor Guilherme”, exibiu a foto de um advogado real e afirmou trabalhar no mesmo escritório do profissional da vítima.
Convencida, a mulher efetuou dois Pix, um de R$ 900 e outro de R$ 899, sob a alegação de que os pagamentos eram necessários para liberar o valor da ação e evitar cobranças tributárias. Após as transferências, o perfil que a contatou mudou o nome e interrompeu toda a comunicação.
Abalada emocional e financeiramente, a técnica de enfermagem relatou que terá de recorrer a familiares para cobrir despesas mensais e que acionou o banco para contestar as transações. O caso foi registrado como estelionato e segue sob investigação da Polícia Civil.
O advogado cujo nome e foto foram utilizados na fraude declarou estar indignado com a situação e alertou clientes sobre os procedimentos para pagamento de guias, ressaltando que costuma orientar que quaisquer valores sejam acertados presencialmente ou por canais oficiais do escritório.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Ribeirão Preto também emitiu um alerta sobre o aumento de fraudes digitais. A entidade destacou que o Poder Judiciário não exige pagamentos via Pix para liberação de valores e recomendou que qualquer cobrança suspeita seja confirmada diretamente no escritório do advogado responsável pelo processo.
A OAB orientou ainda a manutenção de canais seguros de comunicação entre profissionais e clientes e reforçou que nenhuma transferência deve ser realizada enquanto houver dúvidas sobre a autenticidade da solicitação.