O Conselho Deliberativo do Comercial apresentou um levantamento que aponta dívida acumulada de R$ 42 milhões, montante formado por débitos históricos desde os anos 1980, entre pendências municipais, FGTS, encargos previdenciários e ações trabalhistas e cíveis.
Segundo o presidente do conselho, Gustavo Guerra, se houver acordos nas ações trabalhistas o passivo pode ser reduzido para cerca de R$ 25 milhões. Guerra afirmou ainda que uma eventual transferência para uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol) seria a via para que esses valores fossem assumidos por terceiros.
As informações foram divulgadas durante evento com a presença do novo presidente do clube, Wesley Rios. Rios permanece à frente do Comercial até agosto, quando está prevista nova eleição.
A diretoria informou que mantém conversas com cinco empresas interessadas, entre elas a Total Player. Sobre a participação do time na Copa Paulista de 2026, cujo prazo de inscrição vai até sexta-feira (17), o presidente interino disse que prefere não inscrever o clube se não houver condições administrativas e estrutura adequadas.
Ele justificou que entrar apenas para cumprir tabela poderia expor o torcedor a situações constrangedoras. Rios também ressaltou a necessidade de reorganizar a base de sócio-torcedores: o Comercial já chegou a registrar cerca de 3 mil associados, mas atualmente declarou que apenas 30 estão em dia com pagamentos.
A direção afirma que o foco imediato será acertar a gestão financeira e buscar parceiros capazes de viabilizar a recuperação do clube.