A Polícia Civil e o Gaeco cumpriram mandados da Operação Caronte em uma ação contra suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Entre os bens apreendidos estavam animais de alto valor, inclusive o touro “Império”, que ocupava a 3ª posição no ranking da Confederação Nacional de Rodeio em julho de 2025, além de cavalos, veículos e quantias em dinheiro. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias dos investigados.
Coordenada pelo Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro da 1ª DIG/DEIC de Campinas em parceria com o Gaeco, a operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão. As apurações, segundo a polícia, apontaram que o suposto esquema vinha operando desde 2016. Análises fiscais e bancárias do Lab-LD e do Coaf indicaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos alvos, o que motivou a investigação.
Entre os principais investigados está Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, já alvo de operações anteriores e apontado pelos investigadores como integrante do núcleo responsável pela movimentação dos recursos. O filho dele, Mateus Magrini, também foi apontado nas apurações por supostamente usar uma empresa do ramo musical para ocultar dinheiro ilícito; ele havia sido investigado anteriormente na Operação Narco Fluxo.
Autoridades afirmaram ainda que empresas ligadas ao transporte e a rodeios teriam sido utilizadas como fachada para a circulação dos valores por meio de sócios “laranjas”. A investigação também relaciona o grupo a episódios antigos atribuídos ao PCC e a supostos planos de ataque a autoridades, conforme registros de investigações anteriores.
As apurações permanecem em andamento. A polícia informou que novas medidas cautelares e diligências podem ser adotadas à medida que as análises periciais e financeiras avancem.